Mostrar mensagens com a etiqueta Dia da Criança. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dia da Criança. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Dia Mundial da Criança celebrado por diversos espaços culturais



Uma série sobre ópera, uma estreia das Histórias Magnéticas, para celebrar a Liberdade, e contos de José Eduardo Agualusa e David Machado estão nos programas do Dia Mundial da Criança, dos teatros S. Carlos (na fotografia de capa), LU.CA e D. Maria. As propostas de cada um dos teatros de Lisboa ficam disponíveis online, nos respetivos sites ou redes sociais, no dia 1 de junho.

O Teatro Luís de Camões - o Lu.Ca -, que completa dois anos no Dia Mundial da Criança, festeja a data com a estreia do primeiro conto original do grupo Histórias Magnéticas, que este ano completa o 10.º aniversário, e com uma playlist para celebrar o dia "de manhã à noite".

"Não se deixem enganar! - Um conto panfletário" é a proposta das Histórias Magnéticas, sobre "uma criança que viveu a transição do fascismo para a democracia em Portugal e que por isso sabe que não há pior do que viver sob um regime como o antigo".

Para esse menino, agora com 50 anos, a história da sua família antifascista, parecida com tantas outras, não pode ser esquecida, tem de ser contada, valer como exemplo de coragem e crença na Liberdade, "valor primordial da vida, mas eternamente ameaçado".

O Lu.Ca homenageia assim "a geração de pais e mães nascidos nos anos 1930 do século XX que, sem procurarem um lugar na História, protagonismo político ou de qualquer outra espécie, nunca se resignaram, arriscaram a vida, passaram pela prisão, exilaram-se e foram perseguidos para que hoje nós possamos viver num país melhor".

Depois da estreia, às 18h00, haverá uma conversa em streaming com o músico Sérgio Pelágio e a bailarina e coreógrafa Sílvia Real, que fazem as Histórias Magnéticas, um projeto apoiado por Gestão dos Direitos dos Artistas, Câmara Municipal de Lisboa e A Voz do Operário.

A peça - uma coprodução do Teatro LU.CA, CasaBranca/Festival Verão Azul e Câmara Municipal de Castelo Branco – e a conversa acontecem no Facebook e no Zoom do LU.CA, e a história ficará disponível, durante uma semana, no site do teatro.

No mesmo dia, o LU.CA disponibiliza no Spotify uma "Playlist para celebrar de manhã à noite", com curadoria da dupla de Dj "Bandido$".

O Teatro Nacional D. Maria II, a partir das 11h00, promove espetáculos online, leituras de histórias e uma sessão de poemas para celebrar o dia dos mais pequenos.

A Salinha Online é a primeira a abrir, às 11:00, com duas histórias infantis: "O pai que se tornou mãe", de José Eduardo Agualusa, lida por Inês Vaz, e "Parece um pássaro", de David Machado, interpretada por Pedro Russo.

As leituras ficam disponíveis para ver ou rever mais tarde, juntando-se às várias histórias já existentes na Salinha. Às 14h00, será a vez do espetáculo "Insuflável", que foi apresentado no D. Maria II em 2019.

Criado e encenado por João de Brito, "Insuflável" é uma história que faz pensar sobre os sonhos e a imaginação, dirigido a crianças maiores de seis anos. Interpretado também em Língua Gestual Portuguesa, as duas versões ficam disponíveis para visualização até ao final de junho.

No Nacional D. Maria, o Dia Mundial da Criança termina com uma sessão especial do Clube dos Poetas Vivos, dedicada a "Poesia para crianças". Às 17h00, Teresa Coutinho convida Catarina Loureiro, Cláudia Gaiolas, Crista Alfaiate, Manuela Pedroso, Marco Paiva, Teresa Sobral desvendam poemas, numa parceria entre D. Maria e a Casa Fernando Pessoa.

A sessão decorrerá em direto, no Instagram do D. Maria II, ficando mais tarde disponível para visualização no Youtube.

O Teatro Nacional de São Carlos (TNSC), por seu lado, estreia "O que é que a ópera tem?", uma série infantil sobre o drama em música, o que nele fascina, prende a atenção e se apresenta como aventura, com a participação das formações residentes, o Coro e a Orquestra Sinfónica Portuguesa.

Vicente, de 6 anos, Francisca, de 7, e Marta, com 10 anos, são três amigos que, em suas casas, em tempo de pandemia, não deixam de conversar e brincar. Eles são os protagonistas da série infantil, que conta com a boneca Carlota, moradora no teatro lírico, do qual vai revelando segredos: os maestros, os cantores e os instrumentistas, a música que os une e "a magia que se vive no único teatro de ópera do país".

Segmentos de óperas, como "A Flauta Mágica", de Mozart, ilustram diferentes momentos, que permitem conhecer famílias de instrumentos, vozes de um coro, funcionamento dos corpos artísticos e a história da música, entre muitas outras.

O primeiro episódio conta com a soprano Elisabete Matos, diretora artística do TNSC, e será transmitido todas as segundas-feiras, às 12h00, no site do TNSC e nas suas páginas no Facebook e no Instagram.

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Catarina Requeijo apresenta "Muita Tralha, Pouca Tralha"



Catarina Requeijo, atriz e criadora da peça para infância "Muita Tralha, Pouca Tralha", uma co-produção do Teatro Maria Matos e Formiga Atómica, Associação Cultural, traz-nos um espetáculo temático para o Dia da Criança - dia 1 de junho - no Centro Cultural da Malaposta.

Este espetáculo surgiu de um convite de Susana Menezes, programadora para a infância do Teatro Maria Matos. Anteriormente, Catarina Requeijo tinha feito um espetáculo a convite do programa "Descobrir", da Fundação Calouste Gulbenkian - A Grande Corrida (2012) - que conta as aventuras de uma automobilista chamada Manela que, apesar dos obstáculos que surgem ao longo da prova, nunca desiste e acaba por receber o primeiro prémio. A simplicidade dos recursos cenográficos (Maria João Castelo) e a eficácia do texto em rima (da Catarina e Inês Barahona), com uma estrutura de acumulação e repetição que permite a interação com o público, fizeram com que o espetáculo circulasse por muitos locais distintos e fosse bem recebido. Um desses locais foi o Teatro Maria Matos, em Lisboa.

O pedido da Susana Menezes foi no sentido de criar um outro espetáculo de características semelhantes, um espetáculo "todo-o terreno".

«Todo o processo foi bastante hilariante e prazeroso, desde a escrita do texto, à descoberta da relação com os objetos, à escolha do figurino, ao processo de ensaios. No entanto, talvez possa destacar uma situação: pensei neste projeto para dois atores, um casal, e foi assim que começámos os ensaios. Por motivos de força maior, o ator teve de desistir, a estreia estava próxima e tínhamos de encontrar uma solução. Lembro-me muito bem de um dia chegar ao Maria Matos e fazer um ensaio de improvisação em que alternava entre as duas personagens - Odete e Alfredo. Foi um pouco esquizofrénico, mas muito cómico e acabou por ser essa a solução final», diz Catarina Requeijo.

Aqui fica o link para os bilhetes de "Muita Tralha, Pouca Tralha".